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Ando pensando e fazendo tudo feito turbilhão-junto-misturado. Pouco sobra para as palavras ou talvez seja verdade o que dizem que escrever é próprio da melancolia. E sem melancolia, o que resta? Tenho tentado buscar novas palavras, novos caminhos que gritam dentro da minha cabeça ainda aprisionados no tempo-espaço do sonho entre o ser e o não ser. Não tenho tido tempo de ser lírica. Não tenho tido paciência com palavras que gritam drama. Na minha angústia, ando procurando caminho. Mas só porque não há mais alternativa. Tudo se tornou tão parte do mais do mesmo que agora só pulando fora - ou pulando dentro de mim, diga você. Acendo cigarros como se acendesse uma ideia, mas agora eu só preciso de um pouco de salvação. Ou alguma redenção no final do dia, algo que me lembre paz ou que me reafirme que nem tudo está perdido. Os sonhos, às vezes eles aparentam serem tão infantis. Mas, por que é mesmo que a gente sempre desqualifica algo dizendo "ah, isso é muito infantil"? Inocência não cai bem nas feridas, talvez - talvez?.
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