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Um passo e você já não está no mesmo lugar. Um passo, dois passos, três passos. Em círculos, dentro da minha cabeça. A rotina salva, sempre ela. Despertador e tirar o pijama. Não tenho tirado o pijama, confesso. E nem tomado café, esqueço. E nem visto o dia, anoiteço. E nem gritado, ardo. Não resisto mais à minha paixão pelo silêncio notívago de céu nublado-rubro dessas noites de inverno. Brinco de tentar ver a lua ou alguma estrela ou você andando pela rua. Da janela vejo o vizinho que não dorme e finge que não me vê. Vejo a moça que me olha fixamente e o garoto que se perde na tela do computador. Vejo e não reconheço meus olhos pasmos refletidos. Um passo, dois passos, três passos. Como se fosse dança ensaiada ou uma velha peça de teatro reencenada. Sei de cor. Só a rotina salva - a salvo de mim mesma. Em círculos, dentro da minha cabeça.
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4 comentários:
Uma dança do outro círculo. Maestria sempre nescessari que nós falta nestes dias de inverno. Estou aprendendo isto Maria. Bello Post.
Beijos, Alex
Adorei a sua visita no meu blog e a sua contribuição com a poesia do Fernando Pessoa! Li algumas coisas suas aqui e gostei do seu jeito de escrever. :)
Voltarei mais vezes.
Abraços!
Fernanda, adorei seu blog! Principalmente esse nome: "animal sentimental". Não somos todos? Beijos
Tenho dançado também. Ai, e quando você vem e conversamos, sinto um vazio, uma solidão. São poucos você por aqui.
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