Desde pequena eu sempre tive cachorro. Eu vivia em uma casa com um quintal e uma garagem. O primeiro foi o Branco, eu era bem criança, mas lembro que ele tinha uma estrela branca no peito. Também lembro da primeira vez que ele chegou lá em casa numa caixa enorme de papelão. Branco gostava de correr e todo dia eu dava pra ele um pão francês que ele devorada com duas bocadas. Depois dele a gente teve o Black que também corria e gostava de pão. Um dia eu operei e Black deitou na porta do meu quarto e não saiu até eu me levantar e ficar boa. Nenhum deles deixava estranhos chegarem nem perto do portão Hoje eu moro em um apartamento e tenho um cãozinho com cara de morcego. Ele me acompanha, deita no meu pé toda vez que vou trabalhar no computador, assiste televisão comigo e sabe quando eu vou levá-lo para passar. É bem bonito de se ver essa sintonia. É quase como aquela imagem de homens solitários em paisagens verdejantes andando seguidos de seu fiéis escudeiros. É mais do que isso até, há fidelidade e troca. Fora que um cachorro muito difícilmente esquece de você. O cão é o melhor amigo do homem. Isso eu consigo entender. O que talvez eu nunca consiga entender é a malícia que às vezes existe em uma pessoa que diz que é amiga. Salvam-se os cães. Quiçá, as crianças.
bicharada
26 minutos atrás

1 comentários:
Acho que eu já gosto mais de bicho do que de gente. E eu gostava tanto, tanto de gente.
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