terça-feira, 16 de junho de 2009

Do que eu queria que tivesse acontecido

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ENTRADA PERMITIDA APENAS PARA FUNCIONÁRIOS

(Texto: Fernanda D'Umbra)

Era como convidar o cara de novo

Pra aquela história lá que não podia, que não dava, que ele não queria porque, sabe como é

Não, não sei.

Ando tranqüila e isso é como andar de calça bag.

Não pode, entende?

É preciso o aval dos escândalos, da encrenca, da puta que pariu da traição a seco,

Tem que ter BO, senão não vale

Senão não dá boa história

Eu, que andava cozinhando sem panela de pressão,

Eu, que não tinha mais liquidificador

Que não tinha responsabilidade para bichos e plantas

Eu, que não tinha aquela grana toda

Eu não tinha a menor chance

Mas, inexplicavelmente, lá estava ele na porta.

Entra aí.

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sábado, 13 de junho de 2009

Simpatia


No creo en brujas, pero que las hay, las hay...
Vamos lá, meu Santo Antônio!
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Resiliência


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"Não estou conseguindo aceitar"
Antonella Pareschi, namorada do maestro Sílvio Barbato, passageiro do voo 447, vive a angústia do desaparecimento: "Eu às vezes acho que seria melhor não aparecer nada, nunca, porque aí jamais vou ter certeza absoluta de que ele está morto"


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ÉPOCA – O que é para você ficar sem ele?


Antonella – Ele foi o grande amor da minha vida. Não sou ligada a meus pais, ele era tudo para mim. Sempre fui uma pessoa meio para baixo até ele aparecer, sempre de bom humor, otimista em todas as situações. Nunca o vi de mau humor e isso é verdade. Um homem realizador, muito apaixonado, um sonhador, acima de tudo. E também uma influência enorme na minha carreira. O maior incentivador do curso de aperfeiçoamento de violino que eu estou fazendo em Roma. São muitas viagens, meus filhos são pequenos, precisam de mim. Eu cheguei a pensar em desistir, mas ele não deixou. Minha conclusão do curso seria na semana que vem. Mas eu não posso nem pensar em entrar num avião agora. Talvez eu consiga um adiamento. Mas, se isso não acontecer, vou arrumar alguma força para ir, por ele até mais do que por mim.


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ÉPOCA – Muda alguma coisa para você aparecer corpo ou não?


Antonella – Não sei. A maioria das pessoas com certeza prefere um corpo, um enterro, prefere a certeza. Eu às vezes acho que seria melhor não aparecer nada, nunca, porque aí eu jamais vou ter certeza absoluta de que ele está morto. Vou estar sempre com a ideia de que ele pode estar náufrago, em algum lugar que ninguém conhece, quem sabe com uma nativa gostosa, como ele sempre brincava?


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domingo, 17 de maio de 2009

Pleonasmos


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Pessoa vulnerável.
Relacionamento complicado.
Mente confusa.
Amor louco.
Amigo íntimo.
Vida perigosa.
Futuro incerto.
Destino programado.
Estudo profundo.
Trabalho cansativo.
Sono pesado.
Café amargo.
Rotina diária.
Caminho traçado.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Espera



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Não quero mais o drama. Porém, existe o ainda.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Do I move you



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Nina é indispensável. Essa música, então, é uma das mais sexies. Dá vontade de cantar para alguém. Alguém especial, claro.
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Do I move you, are you willin'
Do I groove you, is it thrillin'
Do I soothe you, tell the truth now
Do I move you, are you loose now
The answer better be (Yes, yes)
It pleases me

Are you ready for this action
Does it give you satisfaction
Are you hip to what I'm sayin'
If you are then let's start swayin'
The answer better be (Yes, yes)
It pleases me

When I touch you do you quiver
From your head down to your liver
If you like it let me know it
Don't be psychic or you'll blow it
The answer better be (Yes, yes)
It pleases me
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Contestação

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O ditado popular avisa "quem procura, acha". É mentira. Acham você antes.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Balões



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Sou uma ilha cercada de livros por todos os lados. E escrevo, escrevo, escrevo... até que a essência de tudo o que eu sou começa a sair de mim e deixar rastros sobre o papel. Eu fico com as olheiras, as unhas roídas e a falta de paciência de pensar no que vestir. Não sei. Por favor, passe as minhas roupas pra mim? Já não basta eu fazer minha comida todo dia? Fico aqui com a minha história cheia de indícios. A minha história indiciária.
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